Nasceu em Araraquara, São Paulo, em 1937. Diretor, dramaturgo, ator e ativista, mudou-se para a cidade de São Paulo para estudar direito na USP. Em 1958, junto a companheiros do Centro Acadêmico Xl de Agosto, fundou o Teatro Oficina, uma das maiores companhias teatrais do Brasil, com sede no Bixiga, em São Paulo. A partir de então, Zé Celso realizou inúmeros espetáculos, entre eles “O Rei da Vela” (1967), “Roda Viva” (1967-1968) e “As Três Irmãs” (1972). Em 1974, foi exilado durante a ditadura. Em Portugal, fez os documentários “O Parto” (1975) — sobre a Revolução dos Cravos— e “25” (1977) —sobre a independência de Moçambique—, ambos codirigidos com Celso Luccas. Entre suas encenações mais recentes à frente do Teatro Oficina estão “Os Sertões” (dividida em cinco atos, que ficaram em cartaz durante a década de 2000) e “Esperando Godot” (2022). Zé Celso morreu em julho de 2023 em São Paulo.
Born in Araraquara, in the state of São Paulo, Brazil, in 1937. The director, playwright, actor, activist, moved to the city of São Paulo to study law at USP. In 1958, alongside his colleagues from the law school, he founded Teatro Oficina, one of the most important Brazilian theater companies, based in Bixiga, São Paulo. After that, Zé Celso has staged numerous plays at Teatro Oficina, including “O Rei da Vela” (1967), “Roda Viva” (1967-1968) and “As Três Irmãs” (1972). In 1974, he was forced to live in exile during the Brazilian dictatorship. In Portugal, he made the documentaries “O Parto” (1975) —about the Carnation Revolution— and “25” (1977) —about the independence of Mozambique—, both co-directed with Celso Luccas. Among his most recent productions at Teatro Oficina are “Os Sertões” (staged in five acts during the 2000s) and “Waiting for Godot” (2022). Zé Celso died on July 2023, in São Paulo.