Sinopse
“Eu pedi a Deus que me deixasse um tempo cego, porque tem tanta coisa ruim que a gente vê, que atrapalha a visão das coisas que a gente quer fazer na vida.” Hermeto Pascoal, autor da frase, é uma das 19 pessoas a quem o documentário Janela da Alma confere voz e alma, ao pedir que falem sobre como se vêem, como vêem o outro e de que maneira se relacionam com o mundo. Em comum, todas têm algum grau de deficiência visual, desde a miopia discreta à cegueira total: do Prêmio Nobel José Saramago ao vereador mineiro Arnaldo Godoy, passando pelo diretor alemão Win Wenders, o neurologista Oliver Sachs e o fotógrafo franco-esloveno, completamente cego, Evgen Bavcar. Sem abdicar do humor e da poesia, eles fazem revelações pessoais e surpreendentes sobre diversos aspectos relativos ao sentido da visão.
“I asked God to let me be blind for some time, because there is so much that is bad that we can see, that our vision of things and of what we want to do in life is obscured.” This statement is from Hermeto Pascoal, one of the nineteen persons to whom the documentary Janela da Alma confers voice and soul, in answer to a request to talk about how they see themselves, how they see one another, and in what way they relate to the world. All have some degree of visual deficiency, in common, ranging from discrete myopia to total blindness: from Nobel Prize winner José Saramago to Councilman from Minas Arnaldo Godoy, German Director Win Wenders, neurologist Oliver Sachs and Franco-Slovene photographer Evgen Bavcar, who is completely blind. With humor and often poetry, they embark on personal, surprising, most revealing statements on divers aspects pertaining to a sense of vision.